No dia de celebrar o aniversário da cidade, no domingo (29), a tradicional Praça Castro Alves será palco de um espetáculo que reúne os três principais símbolos da capital: capoeiristas, baianas e percussionistas. Intitulado, “Salvador: 466 Anos de Paz”, a apresentação dirigida pelo ator e diretor Ricardo Bittencourt contará com 466 integrantes de cada grupo que, juntos, promoverão o simbólico abraço na primeira capital do país, que está completando 466 anos de história. O espetáculo, que faz parte do Festival da Cidade 2015, evento realizado pela prefeitura com o patrocínio do Shopping da Bahia, acontece às 17h.

De acordo com o presidente da Saltur, Isaac Edington, o espetáculo “Salvador 466 Anos de Paz” será um dos momentos mais emblemáticos do Festival da Cidade 2015, quando ícones da cultura se encontrarão na Praça Castro Alves, um dos cartões postais da nossa cidade. “Tenho certeza que será uma bela apresentação e que vai marcar o aniversário de 466 anos de Salvador”, destacou.

Responsável pela concepção do espetáculo, Ricardo Bittencourt afirmou que os 466 representantes de cada grupo sairão de pontos distintos: as baianas virão da Praça Municipal, os percussionistas da Carlos Gomes e os capoeiristas da Ladeira de São Bento, até chegar à Praça Castro Alves onde, juntos, cantarão os parabéns para Salvador. “Existe ato maior do que celebrar e confraternizar com a população? Uma celebração, cantando parabéns no ritmo percussivo, um instante de festa, dos parabéns, junto ao público, tem que estar lá para ouvir”. Durante a performance na Praça Castro Alves, o cantor Alex da Costa também vai se juntar aos grupos para homenagear a cidade.

Comandados por Wilson Café, os percussionistas são formados por homens e mulheres, alunos das escolas percussivas nos bairros do Cabula, Vale das Pedrinhas, São Caetano, Fazenda Grande, Ribeira, Cajazeira, Tancredo Neves, Bairro da Paz, entre outros. Além deles, o mestre Jackson que já fez turnê com Gal Costa e hoje faz um trabalho na Febem, mestre Pacote e Mestre Ivan, que trabalha em mais de 20 bairros em Salvador.

Além da percussão, grupos de capoeira participarão do espetáculo com mais de 400 capoeiristas, oriundos de grupos de Salvador e região metropolitana. Para o cantor, percussionista e capoeirista Tonho Matéria, responsável pela ala da capoeira, a participação das associações, institutos e grupos na caminhada é importante. “Nós chamamos a Bahia da Meca da capoeira e, no momento em que Salvador como a primeira capital do Brasil tem em seu aniversário a participação da cultura, mostra a valorização da nossa identidade, que fez com que tudo isso se tornasse real”, afirmou.

Participam da ala da capoeira os grupos de capoeira Mangangá, Jalará, Engenho, Topázio, Vivendo e Aprendendo, Farol da Bahia, Abolição, Tribo Leão de Judá, Omuayê, Guerreiros Capoeira, Calabar, Filhos de Oxalá, Toque de Berimbau, Camugerê, Ginga Nativa, Capoeira Mestre Boa Gente, Jacobina Arte, São Bento, Academia de Capoeira Alabama e Oriaxé. Por sua vez, a ala das baianas terá a coordenação da Associação das Baianas de Acarajé e Mingau do Estado da Bahia (Abam) e contará com a participação das Filhas de Gandhy.