“Quero agradecer o convite, a oportunidade e a alegria de tocar para essa cidade e seus filhos.” Assim Maria Bethânia saudou o público por volta das 20h30 deste sábado numa noite que parecia mágica. Desde o pôr do sol delumbrante do Farol da Barra, muita gente já de aglomerava em frente ao palco na expectativa de garantir o melhor lugar para rever a diva da música brasileira de volta ao espaço dos grandes eventos de Salvador depois de 15 anos. A canção escolhida para abrir o show, montado especialmente para a ocasião, foi Bahia de São Salvador, de Dorival Caymmi. A plateia assistia à apresentação como se estivesse hipnotizada.

Em seguida, Bethânia falou: “Peço licença para louvar o caboclo daqui”, arrancando aplausos dos mais de 50 mil fãs que tomavam toda a área em frente ao Farol. Daí em diante, a cantora, vestida de dourado, mostrou o quanto tem domínio de palco. Com uma banda segura, desfiou um repertório que mesclava clássicos da música brasileira com canções de compositores menos conhecidos, mas sempre com referências a Salvador e à Bahia. Depois da apresentação, Bethânia comentou que montou o repertório por intuição e que buscou homenagear a Bahia e principalmente as mulheres baianas.

É D’Oxum, de Gerônimo, foi a canção escolhida por Maria Bethânia para reunir duas convidadas especiais no show da noite deste sábado em comemoração aos 466 anos de Salvador e aos 50 anos de carreira da santo-amarense. Mariene de Castro e Margareth Menezes subiram ao palco na metade da apresentação, depois que Bethânia já havia encantado as mais de 50 mil pessoas que acompanhavam o show no Farol da Barra. As três desfilaram um repertório de clássicos do samba, com direito a pot-pourri, encerrando com dia Dois de fevereiro. Depois Bethânia seguiu desfilando um repertório que fazia a multidão cantar com ela, numa celebração da boa e autêntica.

“Público educado e elegante”, elogiou a artista pouco antes de entoar, à capela os versos “Viver e não ter a vergonha de ser feliz...” Em seguida, ouviram-se os tambores e ela anunciou a presença da banda Didá, que tomou o palco para a grande apoteose final, com a canção Que É O que É, de Gonzaguinha. Um show memorável, digno de uma capital tão cheia de história como salvador. Bethânia presenteou e foi presenteada com a reverência de mais de 50 mil pessoas que tomaram toda a Praça do Farol da Barra, em clima de harmonia e celebração.

Para Vivian Caroline, diretora da Didá, “foi uma imensa honra tocar com uma das artistas referência da música brasileira, uma mulher exemplo para todas nós.” Ela contou que recebeu o convite da produção de Bethânia para levar dez percussionistas se dizia emocionada em dividir o palco com a diva. Segundo Fernando Guerreiro, presidente da Fundação Gregório de Mattos, “esse show é um momento histórico, 15 anos depois Bethânia tocando em praça pública em salvador. É uma artista com 50 anos de história sem concessões, com um trabalho de incontestável qualidade.”

ACM Neto se emociona

O prefeito ACM Neto ficou bastante emocionado com a apresentação da cantora Maria Bethânia na noite deste sábado 928), na Barra, em homenagem aos 466 anos de fundação de Salvador. Acompanhado da família e de autoridades municipais, Neto ressaltou que o evento reuniu cerca de 50 mil pessoas no Farol, como um grande presente para a cidade.

“Nada melhor do que comemorar os 466 anos de Salvador com uma das artistas mais importantes do Brasil e que representa tão bem a Bahia”, ressaltou. O prefeito ainda fez questão de cumprimentar Bethânia após o show, agradecendo-a pelo grande espetáculo. “Muito obrigada, prefeito, por esta festa linda promovida na cidade e pelo convite. Foi maravilhoso”, disse a artista.